Imagine a seguinte cena:
Era um dia de sol e Sofia
caminhava, o mais rápido que as suas perninhas pequenas suportavam, para uma
criança de 6 anos de idade, ela estava se saindo muito bem.
No entanto, a sua mãe que
segurava firme a sua pequena mãozinha, dizia o seguinte:
Anda logo sua palerma, vamos
perder o ônibus por sua causa.
Dentro da cabeça de Sofia,
lentamente, algo que iria aterrorizar a sua vida inteira, foi se formando.
Eu sou muito devagar, a minha
mãe não vai me amar se eu não andar logo, eu não sou boa o bastante, eu não sou
capaz de andar tão rápido.
Quais são as consequências,
que Sofia estaria enfrentando, após 35 anos depois deste episódio?
Será que as dores emocionais
que VOCÊ anda vivendo HOJE, não tem uma relação direta com a sua infância?
Atendo muitas mulheres e com
frequência ouço, que elas não se sentem amadas e boas o bastante. Em outras
palavras, elas se sentem inadequadas e com profundas dores emocionais.
Muitas pessoas pensam que uma
palavra dita, ou um gesto recebido principalmente da mãe na infância, não
causam tanto impacto assim.
No entanto, recebo no
meu consultório com frequência mulheres fragmentadas, por conta de uma
infância difícil que me prova o contrário.
Um trauma não deve ser ignorado, ele
precisa ser tratado, caso contrário esta mulher ficará refém de relacionamentos
tóxicos e abusivos, sem saber inclusive, que está em um deles.
Não quero dizer com isso, para
acharmos culpados, mas sim trabalharmos na identificação desta dor primordial e
consequentemente na autocura.
Existe muita romantização da
maternidade, tanto de nossa parte, quanto de nossas mães, mas para que a
solução surja é preciso ver e perceber, a realidade crua e nua, como ela se
mostrou em nossa infância.
Obviamente não basta
identificar é preciso tratar.
Mas antes é preciso saber o
que aconteceu na infância. E isso pode parecer chocante, principalmente, se a
pessoa em questão não estiver fazendo terapia.
Particularmente gosto de
trabalhar com a psicologia, com a espiritualidade e a com a energia. Pois na
maioria dos casos, a terapia convencional muitas vezes não é suficiente, é
preciso ir além do mental.
Se houver a disposição para o
enfrentamento a solução invariavelmente vai aparecer.
Vou listar alguns pontos que
precisam ser vistos:
1.
Identificação da dor primordial na infância
2.
Ressignificação com exercícios terapêuticos destas
feridas
3.
Realinhamento da relação interna com a mãe
Ao passar pelo processo, esta
mulher notará uma diferença significativa em suas relações.
Pois o que a faz refém de um
relacionamento abusivo por exemplo, pode ter começado na infância.
Afinal, se em sua infância ela
foi desvalorizada e desrespeitada, ela aprendeu, portanto, que esta deve ser a
forma “correta”, de ser amada.
Em outras palavras, a criança
interna acredita que este é o jeito “certo” de receber o amor.
Note o peso disso.
Para enfatizar o que estou
dizendo, muitas clientes, tem dificuldade de identificar que estão sendo
abusadas.
Pois em um primeiro momento, o
abuso pode acontecer sutilmente, até esta mulher acreditar, que o
desrespeito “é normal”, muitas nem conseguem perceber que estão sofrendo.
Porque elas aprenderam na
infância, a se colocar em último lugar e não conseguem reconhecer as
suas reais necessidades.
Gostaria de contar uma breve
história, que você já pode ter ouvido em algum momento, mas vou
arriscar, porque resume o que estou dizendo neste artigo de uma forma lúdica.
Uma elefanta pariu o seu
pequeno filhote em um circo.
Com o tempo o pequenino, muito
peralta, corria por todos os lados não parava quieto.
O proprietário do circo, então
fez o que já era de costume, pegou o pequeno elefante, e o acorrentou com
correntes muito fortes.
O pequenino, tentava, tentava
e tentava sair, mas todas as vezes que fazia isso, a corrente apertava muito a
sua pata esquerda, gerando profundos machucados.
Então certo dia, ele desistiu
de lutar.
Neste mesmo dia, o
proprietário colocou uma pequena e frágil corda, que poderia ser rompida com
muita facilidade.
Mas o elefantinho nunca
mais tentou, cresceu, procriou e morreu preso em uma pequena cordinha.
Isso não é sobre como domar os
elefantes.
Infelizmente isso aconteceu e
acontece, até hoje nos lares, onde as crianças são desvalorizadas e
desrespeitadas.
E se você foi uma delas, você
pode trabalhar para romper esta corda da desvalorização e falta de amor-próprio,
que pode estar te prendendo em situações difíceis.
Caso queira a minha ajuda,
será uma honra e uma alegria imensa em te servir.
Existem alguns caminhos rumo a
solução que gostaria de te apresentar.
Gravei 7 áudios com exercícios terapêuticos para alinhar o relacionamento com a mãe, e uma palestra sobre a ferida primordial na infância e como identificar. Caso queira adquirir basta acessar AQUI.
Agora caso queira algo mais personalizado, pode escolher agendar uma consulta terapêutica comigo por AQUI.
E finalizo este artigo com
muito carinho e amor no meu coração, por você ter lido até aqui.
Gratidão!
Abraço afetuoso.
Ádria Gutman