terça-feira, 9 de novembro de 2021

Como lidar com os sintomas de uma vida caótica.

 


Nenhuma pessoa em plena consciência deixaria sua vida nas mãos de alguém.

Mas embora isto não seja algo consciente, a imensa maioria faz exatamente isto.

Um sentimento ferido pode durar uma vida toda, sem que a pessoa se dê conta disto e consequentemente ela pode se tornar amarga, cética, fria e distante por isto. Não preciso nem dizer o quanto isto gera um impacto negativo nas relações subsequentes.

E a pessoa acaba acreditando que existe alguma coisa errada com ela.

Isto não é uma verdade, mas é preciso fazer o caminho de entrada pois a solução se encontra dentro do ser. Não existe atalho e o famoso jeitinho para limpar feridas antigas e dolorosas da psique humana.

Costumo parabenizar os meus clientes quando iniciam sessões de terapia comigo, pois este movimento requer coragem.

E não se trata de qualquer coragem, me refiro a coragem de ser ver, de olhar para a criança maltratada, a adolescência e as questões pendentes e não resolvidas do passado.

E olhar a relação com os pais é essencial, por mais que a pessoa afirme: “Adriana, tenho uma relação ótima com os meus pais”. Se a realidade dela é caótica, a relação com os pais, pode não ser tão bem resolvida assim.

Basta se perguntar:

·         Eu me sinto amada como eu sou por meus pais?

·         Recebi atenção e cuidados na infância por eles?

·         Me sentia segura e aceita?

·         Tive consideração e estima de ambos?

·         Quem me levava para escola?

·         Quem me ajudou ler e escrever?

·         Quando estava triste, quem estava ao meu lado me amparando?

Por esta perguntas, a pessoa consegue ter uma noção de como foi a sua infância emocionalmente. Entenda que não quero culpar os pais, mas trazer para o ser, a consciência de sua realidade como ela foi. Sem ficar tentando fingir que nada aconteceu.

Entendo as leis sistêmicas, afinal também sou consteladora, no entanto para ser grata e amar os pais verdadeiramente, primeiro é preciso reconhecer a dor e o choro muitas vezes reprimido em tenra idade. Só assim a pessoa conseguirá de fato tomar o amor dos pais.

Sem isto, fazer uma constelação familiar se torna um teatro, sem o devido efeito na vida da pessoa.

Quantas vezes a pessoa repete um mesmo problema, justamente porque está fugindo do enfretamento real, aquele que fará toda diferença em termos de qualidade de vida e resultados.

Entendo perfeitamente, pois em alguns casos, ela pode não estar pronta, para a cura de suas feridas emocionais mais profundas.

Por isto disse que neste processo não tem atalho e nem jeitinho, pois depois que tudo isto é visto, limpo, elaborado e integrado a pessoa se transforma de dentro para fora. Mas isto demanda tempo e vontade.

Quando o ser chega no ponto final da dor, ela diz: “Chega! Não aguento mais, eu farei o que for preciso para solucionar esta questão e este desconforto interno”.

Neste momento ela está pronta!

Sem chegar neste ponto, ela ainda quer algo instantâneo e isto não é real, em se tratando da psique humana.

O ego deseja tudo para ontem, isto faz parte da função dele. Quer na hora e do jeito dele. Por isto tantas pessoas conseguem vender fórmulas mágicas, porque o ego deseja ardentemente que isto seja real.

As receitas prontas e rápidas podem até funcionar para algumas coisas, mas se você já tentou e não funcionou, quer dizer que para você, não funcionou, portanto, é preciso sair da areia da praia e aprofundar em seu oceano interno.

As águas profundas não são muito frequentadas, porque ninguém sabe ao certo o que sairá de lá. Talvez um monstro marinho, daqueles de filme de ficção. Ou um alienígena que veio de outro planeta. Mas no fundo mesmo, são as questões ancestrais dolorosas, os complexos transgeracionais e os traumas.

Uma pessoa pode estar com problemas sérios financeiros, ou afetivos e não se dá conta que pode ter um complexo de pobreza, ou até mesmo um complexo de inferioridade atuando fortemente em sua vida. Este complexo pode ser um complexo familiar, ou seja, foi transmitido de geração para geração.

Saber disto é importante? Com toda certeza.

Mas só saber não basta, é preciso ir até a raiz do problema para desatar de verdade este nó.

E sem terapia fazer isto fica muito complicado. Pois existem vários livros que a pessoa pode iniciar suas pesquisas, para fazer o auto tratamento. Mas isto vai demandar muito tempo, no meu caso foram mais de 15 anos.

Outra questão é que ela pode até tentar fazer sozinha, mas nas águas abissais não existe segurança, como mencionei acima, ninguém sabe ao certo o que sairá de lá. Mas quando existe a presença de um terapeuta qualificado, o caminho de entrada fica mais seguro, pois a pessoa entra e sai com a ajuda do profissional.

Como o mundo interno não é visto a olho nu ele tende a ser subestimado, mas os efeitos são evidentes através da realidade da pessoa.

·         Vida afetiva desestruturada

·         Vida financeira caótica

·         Saúde debilitada

·         Caos na vida profissional

·         Problemas familiares

·         Dificuldades nos relacionamentos interpessoais

E outros efeitos, que você pode estar sentido agora aí em sua vida.

Então navegar nas águas profundas pode até não ser confortável, mas acredite é o que realmente funciona.

Se você chegou no ponto de virada e não aguenta mais a realidade como ela se apresenta, vou deixar alguns possíveis passos para você abaixo, caso tenha sintonizado com o meu trabalho.

Mas antes gravei uma meditação de limpeza e centramento no meu canal do youtube, para ouvir CLIQUE AQUI aproveite e se inscreva no canal vou adorar te ver por lá também. 

Gravei áudios com exercícios terapêuticos.  Para trabalhar seu relacionamento com sua mãe CLIQUE AQUI, para trabalhar o seu relacionamento com o seu pai CLIQUE AQUI 

Caso queira agendar uma constelação familiar CLIQUE AQUI 

Agora se deseja iniciar sessões de terapia, CLIQUE AQUI para agendar uma sessão comigo. 

 

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Abraços.

 

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Adriana Mantana


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

As sequelas da repressão emocional.



 

As sequelas da repressão emocional, são variadas. Algumas são sutis outras nem tanto.

Todo ser humano aprendeu desde a tenra idade que determinadas emoções não são “boas”, reprimindo comportamentos, atitudes e sensações que fazem parte da psique humana.

E o preço a ser pago na idade adulta por tal ato, costuma ser bem caro.

Não sei como foi a sua infância, mas na minha eu não podia ficar com raiva, chorar ou desobedecer, caso contrário a resposta era: Se você fizer isto, o papai do céu não vai gostar de você. Ou o homem do saco, virá te buscar.

Até hoje me pergunto de onde veio esta história do homem do saco.

Também me perguntava como as pessoas sabiam, que o papai do céu não iria gostar de mim. Será que elas perguntaram para Ele?

Me recordo também da música: Boi, boi, boi, boi da cara preta pega esta menina que tem medo de careta. Se você sabe que música é esta, provavelmente tenha ouvido em sua infância também. Infelizmente lamento dizer, que o medo foi inserido em nossa psique com esta “inofensiva musiquinha”.

Aonde eu quero chegar com tudo isto?

Na repressão emocional e as suas tão famigeradas sequelas.

Infelizmente quando falaram sobre o papai do céu e o homem do saco para mim na infância, isto gerou o medo terrível, e consequentemente ansiedade, pois temia nunca mais ver as pessoas que eu amava.

Entenda que os adultos transmitiram aquilo que sabiam, e como eles próprios tinham dificuldades em lidar com as próprias emoções, o que eles faziam para “educar” as crianças? Reprimiam, através do medo.

E por conta do medo, as crianças aprenderam que o certo, era ser igual e fazer tudo bonitinho.

E toda autenticidade e espontaneidade, foi jogada para debaixo do tapete.

Hoje em dia, atendo inúmeras pessoas que tem medo da opinião dos outros, estão em relações de Co dependência, possuem o medo do abandono, da rejeição e não sabem do que verdadeiramente gostam de fazer.

Algumas inclusive trabalham em algo só para ganhar o dinheiro e pagar as contas, ou seja, não sentem nenhum prazer em fazer o que fazem.

Eu não sei você, mas eu cresci e aprendi perfeitamente o sistema de auto repressão, ou seja, mesmo com vontade de fazer ou falar determinadas coisas, eu não falava, pois tinha medo do que os outros pensariam de mim.

Em suma representei um papel de menina boazinha, para evitar perder o amor da minha mãe e do papai do céu, é claro.

No entanto, isto não deu muito certo e me deparei com o fundo do poço algumas vezes. Confesso que este lugar não é muito agradável, afinal não dá para ver nem a luz do sol direito, quando estamos neste lugar.

Foi então que eu percebi que tinha que existir outra forma de viver, pois estava cansada de trabalhar para pagar as contas. Era uma vida sem alegria e propósito.

Quando eu virei a chave?

No dia em que olhei para dentro de mim, enfrentei o medo do homem do saco e vi que o papai do céu na verdade, ama de forma incondicional todos os seres.

Obviamente falar é fácil, tive que passar pelo processo. Terapia, cursos, livros etc.

E quem já fez terapia e cursos, sabe que é uma jornada, que não é do dia para noite.

Afinal de contas a música do boi da cara preta ainda ecoava em minha mente.

Então quais são as sequelas da repressão emocional?

·         Medo

·         Ansiedade

·         Insegurança

·         Tristeza

·         Carência

·         Angústia

Estas são somente algumas pois a lista é bem grande.

A boa notícia é que nosso cérebro possui neuroplasticidade, que em outras palavras quer dizer que ele desaprende. Ou seja, passar por um processo de reconstrução emocional.

Não sei até que ponto você já fez terapia, cursos e técnicas, o fato é que muitas vezes, para você pode não ter funcionado de forma tão eficaz. Não quero dizer com isto, que estas técnicas e abordagens não são relevantes, não me entenda mal por favor.

Trabalho com várias metodologias, pois sei que muitas vezes algumas pessoas não se adequam, ou não tem um resultado satisfatório com uma técnica específica.

Pensando nisto, criei um Programa Individual de Integração Emocional, com a união de várias técnicas e abordagens que vão do Renascimento (ressignificar o trauma de nascimento), constelação familiar até o complexo materno negativo e a integração emocional.

São encontros que farei individualmente, com as pessoas que sentirem o chamado.

Abro poucas vagas por temporada, pois como disse é individual.

São 10 encontros + o acompanhamento diário. Se você gosta de minha abordagem e dos meus textos, e deseja dar este passo CLIQUEAQUI para fazer parte deste programa. 

Gravei uma meditação no meu canal do youtube de limpeza e centramento, para ouvir CLIQUE AQUI aproveite e se inscreva no canal, vou adorar te ver por lá também. 

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Grande abraço.

 

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Adriana Mantana

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Os estragos dos traumas de infância na vida de uma pessoa.

 


 


Os traumas de infância em muitos casos são esquecidos, mas os efeitos que trazem para a vida adulta são visíveis e permanentes, enquanto estes não forem vistos, limpos e elaborados.

Toda criança deseja desesperadamente o amor e a atenção da mãe, quando este não é concedido seja por um motivo ou outro, a criança estará fadada a levar esta desnutrição emocional durante toda a sua vida.

Muitas pessoas me procuram para aliviar um sintoma atual, o que é totalmente plausível, mesmo porque quando a dor bate à porta em muitos casos, esta dor já está insuportável.

O que oriento em meu consultório é que este sintoma, vem de um passado longínquo, em muitos casos “esquecidos” e “suavizados” pelo tempo.

Assim como a desnutrição física pode gerar a morte, a desnutrição emocional também. Mas trata-se de uma morte em vida, onde a pessoa perde a vitalidade, alegria, paixão e gosto de viver.

Uma planta quando não é adubada e irrigada ela morre, o ser humano passa pelo mesmo processo, por falta de amor. E este amor é bem específico, pois me refiro ao amor materno.

O que a mãe fez não foi suficiente para a criança, embora tenha parecido ser suficiente pela mãe.

Quando a pessoa cresce, ela se torna carente, insegura, ansiosa, medrosa, com baixa autoestima, agressiva etc.

Um bebê nasce ávido por amor, carinho e atenção, mas ao chegar neste mundo a primeira coisa que consegue é o trauma de nascimento.

Pois a maioria dos partos são cesáreas e normais no hospital.

O único parto que é mais leve e amoroso para o bebê, é o parto natural, feito em casa e na presença dos familiares.

O útero é o lugar perfeito para todos os seres humanos, dentro dele o ser encontra alimento e contato direto com a mãe, durante os 9 meses. Um verdadeiro Éden.

Ao nascer a ligação visceral entre mãe e filho, é imediatamente rompida. Imagine o desespero da criança? Você também passou por isto, mas não se lembra.

Hoje pode se achar insegura (o), ansiosa (o), com muito medo e baixa autoestima, por conta deste primeiro trauma.

Não subestime o trauma de nascimento.

Depois do nascimento todos os bebês, foram submetidos a primeira infância, que normalmente não teve os nutrientes afetivos necessários da mãe.

Como eu sei disso?

Pelo fato de você estar lendo este artigo, e por todos os anos de atendimento que trago. Além de minhas próprias experiências.

Não existe um único ser humano, que não deseja ser amado.

Esta é a ferida principal, falta de amor.

E por conta desta ferida, as pessoas se tornam agressivas, passivas, carentes etc., embora tentem de “tudo” para melhorar.

Tudo isto para ter o amor da mãe.

Então quando uma pessoa se sente desvalorizada por alguém, a verdade é outra.

A criança não tem culpa nenhuma, mas ela assume a responsabilidade e se torna leal a mãe. O que gera outro problema para ela.

Em outras palavras, quando uma pessoa se sente desvalorizada pelo parceiro (a) por exemplo, ela na verdade busca a valorização, que ela não teve da mãe na infância.

Parece complicado, mas saiba que se isto for restaurado, a pessoa se libertará deste grilhão que a prende, no medo de perder, medo de não ser aceita ou amada pelo outro.

Pois aquilo que estava machucando, com relação a mãe, foi suprido.

Uma pessoa que tem traumas por rejeição, abandono, desvalorização, abuso, falta de importância, não ter sido ouvida na infância pela mãe, pode desenvolver uma série de problemas:

  •          Vícios
  •          Gula
  •          Álcool
  •          Drogas
  •          Carências
  •          Sensação constante de solidão
  •          Insegurança, medo, ansiedade
  •          Baixa autoestima e baixa autoconfiança

A lista é grande.

Tudo começou no nascimento e perdurou na infância.

Algumas pessoas passaram por dores tão difíceis em sua fase infantil, que se esqueceram, ou seja, o ego levou tudo para o inconsciente.

Exatamente por isto, a pessoa possuiu sintomas, e provavelmente tentou várias abordagens terapêuticas sem sucesso.

Onde há o esquecimento na infância, existe muita dor inconsciente.

E os resultados financeiros, profissionais e afetivos, só vão mudar quando a pessoa escolher ir até a raiz do problema.

A boa notícia é que felizmente existe uma saída, uma pessoa não precisa ficar sofrendo eternamente.

Estamos vivendo em uma época maravilhosa, com vários recursos terapêuticos com aprofundamento nas sombras psíquicas.

Pensando nisto abri uma vaga para o meu programa individual de integração emocional®.

Um programa com 10 sessões individuais, mais o acompanhamento diário. Justamente porque sei, que navegar nas águas profundas da psique requer um acompanhamento bem próximo.

Caso tenha interesse em entrar no programa individual CLIQUE AQUI 

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Adriana Mantana

 

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

O desgaste das brigas na relação a dois.

 



As brigas desgastam e corroem o relacionamento afetivo a curto, médio e longo prazo. Então por que será que elas continuam recorrentes, na imensa maioria das vezes?

Se brigar realmente resolvesse alguma questão afetiva, a situação de muitos casais já seria outra. No entanto o que se nota constantemente são términos, hora abruptos, hora morosos.

O fato é que brigar não funciona e muitas vezes causa traumas complexos, para serem removidos na terapia convencional.

Muitas pessoas podem até pensar em desistir desta área e focar no trabalho, tentando tirar o foco do relacionamento para evitar o sofrimento.

Mas infelizmente lamento informar, que isto também não funciona.

O máximo que a pessoa consegue é se tornar um workaholic, ou seja, adquire o vício nocivo pelo excesso de trabalho.

Então cá entre nós, isto é literalmente tapar o sol com a peneira.

Em outras palavras, fugir de uma dor emocional afetiva, se agarrando ao trabalho não resolve o problema afetivo, a verdade é que este tipo de estratégia, causa mais problema, do que a solução propriamente dita.

O assunto é extenso e complexo, portanto vou me ater ao tema proposto neste artigo que é a questão do desgaste das relações, por conta das brigas em excesso, em um outro momento volto a questão das compulsões no trabalho.

Quando uma briga começa, o que os olhos racionais não percebem é que são duas crianças feridas, lutando para ver quem ganha a disputa.

No entanto as duas saem perdendo, pois no calor da situação palavras dolorosas são ditas, que em estado lúcido de consciência não seriam.

Depois que tudo acaba, é aquele transtorno para fazer as pazes e “voltar ao clima pacífico” novamente.

Muitas vezes as brigas podem inclusive evoluir, para agressões verbais, emocionais e físicas. Pois além da criança ferida estar em ação, o instinto animal entra em cena, fora os complexos negativos que são ativados e a pessoa parte para o ataque.

O sistema de defesa do corpo inteiro é acionado e a pessoa reage como se fosse lutar o morrer, totalmente correlacionado ao sistema nervoso central. O coração dispara, a respiração fica ofegante e a pupila dilata. Quase uma crise de pânico só para fazer uma analogia.

Portanto para evitar o desgaste da relação é preciso se autoconhecer e se autocurar antes, pois quando a briga começa, dificilmente uma pessoa que não trabalhou suas questões internas em terapia, consegue ficar neutra em uma situação de briga (ataque/fuga).

A conversa muda de figura quando uma pessoa conseguiu o autodomínio, pois nestas condições, não se irrita com a crise emocional do outro. Respira e entende que o outro está vivendo o momento dele.

Neste nível a pessoa consegue não entrar na briga e, portanto, quando um não quer os dois não brigam.

Porque para a briga existir é preciso que haja uma plateia, que neste caso é representada pelo parceiro.

Não existe atalho e nem jeitinho, brigar e fugir não resolverá a questão.

O desgaste na relação é inevitável se as brigas persistirem.

E as pessoas têm compulsão por brigas, porque podem possuir questões dolorosas do passado dentro de si, mas que preferem não olhar de frente. O que é totalmente entendível, pois com certeza existem algumas feridas que doem muito.

O que eu costumo dizer em consultório é que se estiver muito difícil, por doer demais: Respire e se acolha com carinho.

Se trate com mais amor e generosidade, pois existe na imensa maioria das vezes, um acúmulo de feridas internas, e para tratar cada uma delas na raiz, é preciso ter muita paciência consigo e com próprio processo terapêutico.

Procure um profissional que aprofunde a questão nas águas profundas do inconsciente, que possa te levar e trazer em segurança. Acredite é possível ter uma relação significativa e sem brigas, por mais difícil que pareça acreditar nisto.

Eu pessoalmente já atendi vários casos ditos como “perdidos”, mas que ao fazer esta jornada interna a pessoa conseguiu se recuperar internamente, e consequentemente isto acabou reverberando na vida a dois, cessando as brigas compulsivas.

E se você sentiu com este texto, que deseja avançar comigo em um tratamento terapêutico, vou deixar alguns possíveis passos.

Mas antes disto gravei um vídeo no meu canal sobre: Os impactos nocivos de uma vida afetiva desestruturada para assistir CLIQUE AQUI aproveite e se inscreva no canal vou adorar te ver por lá também.


Estou na terceira edição da Mentoria Afetiva Premium, onde pessoalmente trabalharei com as participantes. Tenho uma vaga restante para fazer parte da Mentoria CLIQUE AQUI 

Agora se deseja algo para praticar no dia a dia, eu elaborei 7 áudios específicos para trabalhar o alinhamento da área afetiva, Meu relacionamento e eu, são exercícios que trabalho em consultório com as minhas clientes, para adquirir CLIQUE AQUI 

Grande abraço!

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Adriana Mantana

terça-feira, 14 de setembro de 2021

As consequências de uma ferida afetiva não curada.

 


Uma ferida quando não tratada, pode levar a necrose da parte afetada e isto também pode acontecer na vida afetiva de uma pessoa.

Mas a necrose afetiva acontecerá de forma sutil e quase imperceptível, normalmente a pessoa só se dará conta disto, quando a dor for insuportável.

Ninguém precisa passar por dificuldades homéricas, para reverter um quadro afetivo doloroso.

O problema acontece quando a pessoa sabe que tem esta ferida, mas não quer ver, limpar ou elaborar a questão.

Quando você era uma criança você ralou o joelho, ou teve algum tipo de ferimento nas pernas?

Eu sim!

Quando eu era criança, gostava muito de brincar na rua (naquele tempo isto era possível) e vira e mexe eu aparecia com o joelho ralado. Minha mãe já estava até de certa forma acostumada com isto, e me levava para o tanque. Pegava o sabão e a bucha e vraum, lavava o meu joelho que estava cheio de sujeira e sangue.

Enfim um cenário doloroso acredite!

Se você viveu isto, sabe exatamente do que estou falando.

Bom e o que isto tem a ver com o título deste texto?

TUDO.

Porque se não fosse a minha mãe, provavelmente não tinha mais joelho para contar história.

Pelo simples fato de que eu não queria lavar nada, mas sim deixar do jeito que estava, afinal convenhamos lavar, limpar e passar remédio em um machucado não é tão agradável assim, não é mesmo.

O ponto aqui é este, pois exatamente por isto, uma pessoa pode carregar uma ferida afetiva, por anos e anos. Algumas morrem sem de fato terem se resolvido afetivamente. Muitas podem até adoecer e somatizar, com graves doenças por causa disto.

Portanto se você chegou até aqui, no fundo já sabe quais são as consequências de uma ferida afetiva não curada, no entanto mesmo assim vou citar algumas para você:

·         Estagnação na vida afetiva

·         Amargura e frustração

·         Sensação de impotência e desvalor

·         Excesso de carência e ansiedade

·         Medo de perder, de ser abandonada, ser traída e rejeitada

·         Excesso de expectativas

·         Ressentimento e mágoas do ex-parceiro

Estes são só alguns exemplos, não preciso nem dizer o quanto isto acaba afetando todas as outras áreas da vida de uma pessoa.

Pelo simples fato, que o ser humano é inteiro, se estiver com um problema afetivo, o rendimento no trabalho invariavelmente cai e a pessoa acaba sentindo o impacto também nas finanças.

A saúde também é afetada, podendo ocasionar insônias e dificuldades na concentração.

Por isto sou grata a minha mãe, porque ela me ensinou que as feridas precisam ser limpas, por mais dolorosas que sejam. Uma lição que trago ainda hoje para minha vida.

Muitas pessoas buscam a minha ajuda, por mensagens e e-mails. E normalmente faço a seguinte pergunta: Você realmente quer limpar isto e ter uma qualidade de vida nesta área? Porque não basta pagar por sessões ou cursos, é preciso ter o enfrentamento da ferida primordial (aquela que está em estado latente dentro do ser).

Obviamente quando alguém chega no meu consultório ou através de um dos meus programas, eu caminho ao lado da pessoa. Mostro e trabalho com ela os seus pontos cegos, para ela chegar em sua autocura.

Pois convenhamos lavar o próprio joelho quando criança é um trabalho hercúleo, algo que normalmente não fazemos, por isto alguém faz isto por nós. Novamente, muito obrigada mãe!

Voltando ao meu consultório...  quando uma pessoa chega à exaustão com a dor, desconforto, raiva e tristeza é o momento que ela consegue fazer a virada. E são estas pessoas que eu seleciono, para ajudar. Mas não fique pensando mal de mim, por favor. Vou explicar melhor a razão de selecionar as pessoas.

Porque se a pessoa não está pronta para um processo de limpeza, integração e autocura, além de não solucionar sua dor, ela ainda sai falando mal do terapeuta, pois de acordo com ela o terapeuta que é o incompetente.

Sendo que a verdade é que ela ainda não estava pronta, para olhar para a sua própria ferida, e, portanto, isto acaba inviabilizando qualquer tratamento terapêutico.

Então se você se considera pronta, para um tratamento profundo e está decidida em olhar para isto, com a minha ajuda. E realmente está exausta com as suas questões de cunho afetivo.

Participe da minha nova mentoria afetiva premium, as vagas são contadas, justamente porque eu acompanho a pessoa de forma direta por 12 meses. Atualmente só tenho duas vagas, portanto se sentiu o chamado entre em contato e garanta a sua vaga agora, para participar da Mentoria CLIQUE AQUI 

Ou se preferir algo para aumentar o seu amor-próprio, pode escolher participar do programa o Desafio de se amar, são 40 vídeos com exercícios gravados que trabalho em consultório com as minhas clientes CLIQUE AQUI para adquirir o seu acesso vitalício. 

Gravei um vídeo no meu canal do youtube falando sobre: Os impactos nocivos de uma vida afetiva desestruturada. Para acessar CLIQUEAQUI aproveite e se inscreva no canal vou adorar te ver por lá também. 

 

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Adriana Mantana

 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Como tratar o complexo do abandono e a ferida de não se sentir importante?


 


A ferida de não se sentir importante machuca profundamente, afinal ninguém aprecia o fato de ser ignorado ou deixado de lado, mas para as pessoas que possuem esta ferida aberta, isto se torna algo insuportável.

Isto pode ser percebido quando o parceiro não dá atenção, ou o devido valor.

Costumo dizer que o relacionamento é um agente catalisador de cura, pois através dele, temos acesso as feridas mais ocultas dentro de nossa psique.

Em outras palavras quando se está em uma relação e a pessoa diz, ou age de determinada forma e isto traz à tona uma dor primitiva, ou visceral é fundamental parar e olhar. Mas o que normalmente a maioria das pessoas faz é “ignorar” esta emoção interna e brigar com o parceiro. Ao agir assim perdem um momento precioso de autocura. O fato é que brigar não funciona, se funcionasse teríamos outro cenário nas relações afetivas atualmente.

Cada pessoa é uma mensagem, carregada de informação e dotada de nossas emoções. Por isto mesmo uma relação ou a área afetiva, só se tornará harmoniosa e equilibrada, se esta compreensão for atingida.

O problema não é o outro, mas sim o sentimento e as emoções que temos na presença do outro.

E se o que existe dentro de nosso mundo interno, são dores, traumas, bloqueios e complexos. Isto invariavelmente virá à tona na presença do parceiro ou parceira.

Não sei se você conhece aquelas relações complicadas, difíceis e cheias de altos e baixos. Normalmente isto acontece porque a pessoa não vai até a causa, que dormita nela mesma.

Tentar consertar o outro:

  1. Não funciona
  2. Desgasta
  3. Frustra

Então se isto é percebido como resolver esta questão?

A ferida de não se sentir importante ou o complexo do abandono, fica em estado latente e vem até a superfície para a limpeza, integração e cura.

O que resolve é que ao ser tomada por esta dor, a pessoa precisa entrar em contato com este complexo, limpar e integrar com amor.

Obviamente ler isto é fácil, torna-se complicado fazer sozinha (o), isto não está presente nem em livros e muito menos em vídeos. É preciso investir tempo e dinheiro em um profissional, que ajudará a pessoa chegar neste ponto.

Acredite tentar fazer isto sozinha (o) não é tão eficaz assim, pois o ego é intolerante a dor, então ele utiliza o mecanismo de defesa e foge. E a pessoa pode ter a falsa ilusão que resolveu o problema, sendo que de fato isto não aconteceu.

Existe uma constelação de complexos, arquétipos e aspectos da personalidade dentro do mundo interno de um ser humano.

O problema é que as pessoas pensam que são uma coisa só, sendo que na verdade não são. Querem um resultado imediato, o que é totalmente compreensivo, afinal ter esta dor emocional é extremamente desconfortável.

Existem abordagem e técnicas validadas, que podem facilitar este processo, conferindo, segurança e o máximo de agilidade possível para resolução dele.

Através de um processo intrínseco de maturação, afinal a psique humana não dá saltos. Eu descobri é que é possível associar diferentes abordagens e ferramentas, para a pessoa se proporcionar este salto na vida afetiva, e consequentemente resolver esta dor tão desconfortável que é a ferida de não se sentir importante e o complexo do abandono.

Nestes mais de 10 anos de atendimento em consultório, ministrando formações em diferentes regiões do Brasil, eu resolvi abrir uma mentoria afetiva em 2020, bem no início da pandemia, com o intuito de ajudar pessoas neste processo afetivo, limpeza e integração emocional. Tivemos a 1ª e a 2ª edição, como os resultados observados foram altos, eu abri a 3ª edição para poucas pessoas que realmente querem aprofundar nos complexos, traumas, dores emocionais e consequentemente que acaba reverberando na vida a dois.

Portanto se você deseja o meu acompanhamento direto de até 12 meses para ir até a causa, usando diferentes técnicas e abordagens terapêuticos CLIQUE AQUI 

Além disso gravei uma meditação no meu canal do Youtube de limpeza e centramento, para ouvir CLIQUE AQUI aproveite e se inscreva no canal vou adorar te ver por lá também. 

 

Cuide-se com amor!


Grande abraço.


Te vejo do outro lado na Mentoria Afetiva.

 

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Adriana Mantana

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Você realmente quer superar a ferida da traição?


Quando existe a traição algo internamente passa por um processo profundo de cisão, gerando desorientamento, revolta, indignação, raiva e muita mágoa.

Muitos podem ter tido este tipo de experiência, mas por falta de aprofundamento nesta ferida, ela não é curada totalmente.

O tempo não cura tudo, muito pelo contrário ele acumula os processos e pendências emocionais, que ficam armazenados no ser, até o momento em que tudo isto eclode.

Isto pode ser observado no dia a dia, quando se coloca qualquer tipo de lixo debaixo do tapete. O cenário depois de 1 ano debaixo deste tapete, não fica tão belo assim, pois além dos bichos que o lixo atrai, o mal cheiro fica muito evidente.

A ferida não passa por um processo de cura e cicatrização, automaticamente. Seria maravilhoso se isto acontecesse, pouparia tempo, lágrimas e dores emocionais.

O problema é que uma ferida de traição, não é uma simples ferida, mas sim um trauma.

Depois de certo tempo, a pessoa que foi traída e optou pelo rompimento da relação, pode desejar se envolver novamente com outra pessoa. Mas não consegue ter um relacionamento significativo, pois ela possui esta ferida mal curada. E as relações não fluem como ela gostaria.

Quando uma pessoa escolhe continuar com o parceiro, ou parceira que traiu, muitas vezes a insegurança afetiva, a falta de confiança e os ciúmes atormentam a cabeça da pessoa que sofreu a traição.

O assunto é delicado, polêmico e altamente revelador da psique humana, se a pessoa optar em olhar para a ferida, limpar e integrar.

Falar pode parecer bem simples, no entanto na prática só quem passou por uma traição, sabe o quanto ela pode ser nociva, tóxica e desintegradora da dignidade humana.

Sei que pode ser doloroso olhar para esta chaga emocional, mas acredite a longo prazo a falta de cura desta ferida, intensifica ainda mais o problema e a dor. Afinal a mente não para de reproduzir a cena da traição, e os complexos são ativados de forma negativa. O complexo de rejeição, insegurança e abandono principalmente.

Como sempre falo nos meus textos não adianta tentar resolver a partir da superfície, é fundamental ir até a origem, navegar nas águas profundas do inconsciente.

Este texto é uma prévia de um assunto tão delicado e doloroso, não tenho a pretensão de esgotar o assunto deste tema. O meu objetivo é gerar reflexões para que você responda à pergunta que fiz no título: Você realmente quer superar a ferida da traição?

Conheço várias pessoas que tem certo desejo que isto aconteça, mas QUERER requer o famoso ... BASTA!!! Já chega!

Quando uma pessoa chega neste ponto, ela consegue dar o primeiro passo para superar esta ferida, que é buscar ajuda profissional.

Estes dias recebi uma mensagem de uma pessoa no meu Instagram.

Basicamente a pessoa me perguntou se é possível curar este tipo de trauma sozinha. E eu disse que isto seria o mesmo que: Tentar se salvar de um afogamento sem saber nadar, em outras palavras não funciona muito bem! Pode ser que a pessoa até consiga, mas vai demandar de muito mais tempo, dinheiro e esforço.

Eu nunca fiquei sabendo que um cardiologista operou o próprio coração sozinho. A verdade é que isto é impossível, por isto se ele precisar de uma ajuda cardiológica necessariamente precisa contratar um outro médico, para fazer este tipo de procedimento.

Os problemas emocionais e neles eu incluo principalmente a traição, são “facilmente” ignorados, pois são invisíveis a olhos nus. O problema é que o efeito/sintoma atormenta a pessoa em todas as áreas, gerando frustração, dor e estagnação.

É necessário aprofundar pois quando existe uma traição isto pode ter sido transmitido no processo transgeracional. Ou seja, casos em que a mãe passou por isto, a avó ou outro familiar do passado.

Portanto é fundamental olhar para a pessoa de forma individual, integral e sistêmica ao mesmo tempo. O trauma e a ferida podem ser curados, desde que a pessoa se submeta a este tipo de processo, ao fazer isto a qualidade de vida dela aumenta, o nível de confiança e a sua área afetiva pode ser reestruturada com mais equilíbrio, significância e amor.

E se você deseja aprofundar neste tema tão delicado com a minha ajuda direta, vou iniciar uma Mentoria Afetiva Premium, que está na terceira edição. Você terá a oportunidade de ter contato direto comigo durante um ano, justamente para ver, limpar e integrar estas questões, com o intuito da cura e cicatrização emocional. Caso queira dar este passo CLIQUE AQUI

Gravei uma meditação no YouTube de limpeza e centramento, para ouvir CLIQUE AQUI aproveite e se inscreva no canal vou adorar te ver por lá também.  

Cuide-se com amor!

Grande abraço.

 

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Adriana Mantana 

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