quarta-feira, 25 de agosto de 2021

O lado oculto dos problemas afetivos.



Um relacionamento afetivo diz muito sobre os complexos, bloqueios e traumas que uma pessoa possui.

Normalmente isto é transmitido de geração para geração, em termos psicológicos falamos em complexos transgeracionais.

O útero é um caldeirão de emoções, o bebê fica submerso neste campo emocional durante nove meses. Ao nascer permanece no inconsciente pessoal da mãe, por mais um ano.

Caso a mãe tenha passado por grandes turbulências emocionais durante o período gestacional, isto pode gerar um grande impacto na vida afetiva desta criança, quando se torna uma pessoa adulta. Vou me ater nesta área, mas isto também pode causar efeitos nocivos nas demais.

O relacionamento afetivo é uma bússola, emocional e psíquica, pois mostra exatamente os pontos nevrálgicos para a melhoria interna.

Geralmente aquilo que mais machuca, precisa ser olhado de perto, porque pode ser uma ferida transgeracional e por isto mesmo se faz necessário esta averiguação, de preferência com aprofundamento e pesquisa.

Caso contrário, corre-se o risco de camuflar a causa, quando uma pessoa trata isto de forma superficial.

Para elucidar farei um paralelo com a odontologia que seria assim:

Um dente específico foi diagnosticado e direcionado para a realização de um canal. Agora imagine, que o profissional contratado, que neste exemplo seria o dentista, faz somente uma limpeza e aplica um flúor neste dente ferido.

Quando a realidade pede outras medidas, o canal, que é mais profundo e vai até a causa.

Como este dente ficará depois de 3 anos? Será que esta pessoa sentirá dores neste dente?

Obviamente nem todos os dentes precisam de um canal, isto acontece porque uma cárie avançou e o canal foi o último recurso antes da extração definitiva deste dente.

E o que isto tem a ver com o relacionamento afetivo e as feridas transgeracionais?

Tudo.

Pois tende-se na correria do dia a dia, não olhar para aquilo que realmente é importante e fará toda a diferença na vida do ser.

Como a área afetiva e as feridas transgeracionais, não são vistas a olho nu, existe uma forte tendência em ignorar tudo isto, até que os sintomas e as dores emocionais se tornam insuportáveis.

A fuga infelizmente ainda é um recurso muito utilizado pela maioria das pessoas, que sabe no fundo que a situação não está boa, no entanto mesmo assim ela continua levando a vida, do jeito que está. Em termos mais coloquiais a famosa frase: Empurrando com a barriga.

Ao fazer isto, estas questões se acumulam, tanto as feridas transgeracionais, adquiridas no ventre da mãe, quanto aquelas que a pessoa vai adquirindo ao longo da vida, com os relacionamentos afetivos do passado que não foram plenamente resolvidos.

Por isto o relacionamento afetivo na minha opinião é uma bússola emocional fortíssima do autoconhecimento, autocura e expansão de consciência. Porque quando a dor bate na porta, seja por alguma traição, desconforto extremo, inquietação e ansiedade nesta área, a pessoa invariavelmente busca ajuda.

Quando ela faz isto, consegue ir até a causa e se auto curar. Mas isto se ela se tratar com um profissional que sabe como trabalhar com os complexos transgeracionais.

Se esta pessoa busca alguma abordagem ou técnica que não aprofunda em sua situação, o que pode acontecer é o seguinte:

  1. Não resolver a questão de forma definitiva
  2. Piorar a situação a curto, médio e longo prazo
  3. Se sentirá frustrada consigo mesma e com a vida, por não conseguir avançar em sua área afetiva.

Estes são só alguns exemplos existem outros que varia de pessoa para pessoa.

Uma área afetiva estruturada, leve e equilibrada favorece a pessoa em todas as áreas da vida. Pois ela consegue ter serenidade, para avançar profissionalmente, financeiramente, na família, na saúde e consequentemente aumenta de forma considerável a sua qualidade de vida.

Tudo isto que citei acima vou trabalhar na minha nova mentoria afetiva premium, costumo abrir poucas vagas, pois acompanho de perto a pessoa por 30 dias + 11 meses via plataforma. Caso queira conhecer a Mentoria e se inscrever CLIQUE AQUI

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Adriana Mantana

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O relacionamento afetivo como um caminho de cura


Uma área afetiva desestruturada, pode ser uma norteadora de um caminho de cura. Pois quando o ser humano fica abalado emocionalmente, existe uma forte tendência em buscar ajuda. Quando isto acontece esta pessoa entra em uma espiral de auto cura e consequentemente acaba descobrindo o seu próprio caminho.

Em outras palavras o relacionamento afetivo se torna um agente poderoso na autocura e autoconhecimento.

Muitas vezes quando existe uma pedra no sapato, uma pessoa pode andar algum tempo, sentindo este desconforto. No entanto, chega um determinado momento, em que ela literalmente não aguenta mais e retira o sapato, com o intuito de remover aquela pedra incômoda que a machucava tanto. O mesmo se aplica na vida a dois.

Mas em alguns casos não é preciso terminar a relação, ou como dizem por aí: “Aposentar a chuteira e deixar a vida afetiva de lado”.

Não é necessário este radicalismo, mesmo porque na imensa maioria das vezes, quando existe uma dor nesta área, há um chamado para a pessoa olhar para as questões internas dela. Ou seja, ver o que ela não queria e a partir disto, parar de fugir.

Pode ser um trauma, um bloqueio, uma infância difícil ou até mesmo uma gestação tumultuada, em que a mãe dela passou por grandes dores e dificuldades.

O fato que tenho observado com frequência em meu consultório é que se a pessoa resolve estas questões, a vida afetiva dela passa por uma mudança, para ressoar com esta ressignificação emocional que ela se proporcionou internamente.

Para isto ser realmente eficaz, não adianta ficar no superficial. Sei que pode ser desconfortável, olhar para algo que não se quer ver, mas isto necessariamente precisa ser feito.

Ir além das aparências.

Existe muita negação nesta área, isto é um mecanismo de fuga.

Ou seja, a pessoa diz para ela mesma em relação a vida afetiva, que isto é uma fase e que logo vai passar. Pode afirmar também, que ela fará a pessoa mudar, que o comportamento que o (a) parceiro (a) possui, não é tão grave assim. São só alguns exemplos.

Outras pessoas podem não querer olhar para o relacionamento afetivo do passado, aquele que foi doloroso e muito marcante. E gostaria de esclarecer que na imensa maioria dos casos, o problema dormita nesta relação mal resolvida.

Que pode até ter terminado externamente, mas por dentro a pessoa está totalmente emaranhada na situação e consequentemente sua área afetiva é turbulenta e caótica.

Por isto defendo a ideia de que a área afetiva pode ser uma forte aliada, no caminho da autocura. E quando a pessoa se olha, se conhece e se cura as relações intimas seguem o mesmo movimento.

Se você já tentou tudo e nada parece caminhar de forma fluída, leve e amorosa em sua vida a dois, pare de dar murro em ponta de faca e olhe para dentro.

Veja os seus conteúdos internos, perceba até que ponto tem algum complexo negativo ativado. Por exemplo: Os complexos de culpa, inferioridade, desvalorização, abandono, rejeição etc.

Observe também como foi a vida afetiva de sua mãe, acredite há uma forte correlação com a sua vida dois também. Principalmente se você tem algum tipo de problema sistêmico.

Nós seres humanos somos complexos, a última coisa que somos é uma coisa só. A verdade é que existe um vasto mundo dentro da psique humana. Somos um conjunto de fatores, formados por complexos e heranças emocionais.

Quando existe alguma dor que emerge, trata-se de um chamado para se olhar para este mundo interno, que muitas vezes na correria do dia a dia é abandonado e relegado a segundo plano.

Já atendi inúmeros casos em que a área afetiva atuou como um mecanismo de cura.

Anote quais são os pontos que mais te machucam na vida a dois:

  • Falta de atenção
  • Abandono
  • Traição
  • Rejeição
  • Indiferença
  • Vícios

Existem outros, mas citei os mais comuns. Se a sua dor não estiver nesta lista, veja qual é a sua. Esta dor é o seu caminho de cura.

Como o veneno da cobra, que pode matar ou curar. Assim é a área afetiva desestruturada. E a questão com relação a vida dois é como ela será direcionada: Para a dor ininterrupta ou para a cura, são caminhos e escolhas.

Caso queira a meu acompanhamento terapêutico, vou deixar alguns possíveis caminhos.

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Adriana Mantana

terça-feira, 10 de agosto de 2021

O que um relacionamento mal resolvido com a mãe, pode causar na vida de uma pessoa?

  




A primeira relação que qualquer ser humano tem é com a mãe. Afinal todos nós passamos pela gestação intrauterina durante os 9 meses, ou com uma duração menor para os prematuros.

O fato é que este foi o primeiro e fundamental relacionamento, ou em outras palavras a relação primal. Aquela que literalmente baliza toda a trajetória humana, na vida e nas relações.

Antes de mais nada gostaria de esclarecer que o meu objetivo não é culpar nenhuma mãe, pois sei que primeiro isto não ajuda e segundo pode piorar ainda mais o quadro, nesta relação tão nevrálgica e delicada.

Trabalho como terapeuta e consteladora faz muito tempo, e sei que alguns casos são profundos e dolorosos, eu respeito todos eles. Estou aqui para contribuir com você de alguma forma, e por mais que você não me conheça pessoalmente, saiba que estou a seu serviço e a serviço da vida.

O primeiro contato com a mãe acontece na gestação intrauterina, onde o feto fica imerso no inconsciente pessoal da mãe e do coletivo. Isto na prática quer dizer, que os complexos da mãe e da família são transferidos no ventre para a criança. Fiz minhas pesquisas e aprofundamentos nos livros dos autores Carl Gustav Jung, Erich Neumann e Renate J. de Moraes, caso queira saber a fonte de tal afirmação.

Por isto normalmente quando inicio um tratamento terapêutico com os meus clientes, a primeira coisa que peço é para perguntarem para a mãe, ou para quem estava presente, como foi a sua gestação, as emoções da mãe, qual era o contexto histórico, financeiro e afetivo dela na época.

Justamente porque sei que é preciso iniciar todo o processo a partir daí, para ter a real mudança interna, e a qualidade de vida, que a pessoa busca.

Ao descobrir como foi a gestação, é preciso identificar quais são os complexos familiares e atuar, na retirada da potência do complexo que está ativo de forma negativa.

É preciso elucidar que temos duas gestações, a intrauterina de 9 meses no ventre e a extrauterina, do zero até 1 ano de idade. Isto quer dizer que a criança literalmente vive as emoções, pensamentos e complexos da mãe e isto determinará a qualidade de vida, que esta criança terá na idade adulta.

Exatamente por isto, existe a repetição familiar, ou seja, uma pessoa vive a vida que a mãe viveu. Como se fosse um disco de vinil furado (eu sou da época do disco de vinil).

O que o terapeuta precisa fazer é identificar junto com o cliente, quais são os complexos atuantes de forma negativa, e trabalhar para retirar a sua potência, integrar e elaborar o mesmo, para que a pessoa possa ter uma vida mais saudável e feliz. O que significa reduzir a insegurança, aumentar a autoconfiança, amor-próprio e confiar na própria vida.

Pois o fato é que seu não confiei em minha mãe no ventre e me senti abandonada, na tenra idade. Como será o nível de confiança que terei na vida?

Por isto a pessoa se sente fragilizada nas relações afetivas, na profissão e na vida financeira.

Não olhar para isto, faz a questão se tornar recorrente e de fato não ser resolvida.

Por exemplo uma pessoa pode até se submeter algum tipo de técnica terapêutica, mas por falta do aprofundamento que este tipo de situação requer, ela tem a falsa ideia de que foi resolvido. Quando de fato não foi!

Para perceber isto, basta olhar para os resultados, a qualidade de vida e a serenidade. Se foi de fato resolvido, tudo estará bem e a pessoa terá alegria e confiança na vida de forma genuína.

Navegar nas águas profundas se faz necessário para ir até a causa.

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, em suas mais de 34 obras, fala exaustivamente sobre os complexos e o fato destes serem transgeracionais.

A boa notícia é que uma pessoa que teve algum trauma de nascimento, ou uma relação problemática com a mãe, não está de fato condenada a viver uma vida triste, escassa e adoecida.

Como citei acima, se faz necessário ir até a causa, para limpar, integrar, retirar a potência e elaborar o complexo, para a pessoa conseguir ter uma vida livre e mais funcional.

Como mencionei no texto, sou terapeuta a muitos anos e trabalho com as constelações familiares.

Vou deixar alguns possíveis passos, caso queira o meu acompanhamento direto ou indireto através dos meus programas de aprofundamento.

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Adriana Mantana

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Os impactos do passado na autoconfiança e no amor.



Autoconfiança é um “músculo” emocional.

Normalmente uma pessoa percebe que não a possui, quando se encontra em momentos desafiantes. E neste caso a insegurança bate à porta, com força total e o pânico é instalado.

Seja na vida afetiva, profissional ou familiar a pessoa se sente frágil e em muitos casos diminuída, perante a situação ou problema que vive no momento.

Em casos assim, as feridas antigas emergem.

Feridas que foram causadas por algum tipo de trauma ou um passado mal resolvido.

Por isto é perigoso tentar fugir de um luto ou uma questão interna dolorosa, com a célebre frase: O tempo cura tudo, vida que segue.

Gostaria de ressaltar que não tenho nada contra uma pessoa seguir o fluxo da vida, desde que se sinta bem com ela mesma. No entanto muitas vezes quando alguém pensa assim, se enche de trabalho, relações etc. para fugir da real dor. E, portanto, isto não é resolvido, mais sim adiado, para ser visto, limpo, integrado e elaborado no futuro.

O grande problema é que na imensa maioria dos casos, quando algo toca nesta questão pendente, a pessoa passa por uma dificuldade dupla, a do presente e a do passado que não foi elaborado.

Não sei se você conhece alguém com a idade mais avançada, que se encontra amarga e triste. Existem algumas que inclusive infelizmente dizem: Agora, só estou esperando a morte chegar!

Se você pergunta para ela, se ela conseguiu perdoar o seu passado e as pessoas que a machucaram, algumas podem até dizer: Claro que eu perdoei fulano. Mas logo em seguida, começa a criticar e falar mal desta mesma pessoa.

E para quem está do lado de fora, fica claro e transparente, que ela de fato não perdoou aquela pessoa.

Em outras palavras, algumas pessoas passam uma vida inteira amarguradas, porque não conseguiram olhar para suas questões internas. E isto envolve: ver, limpar, integrar e elaborar.

Uma situação que pode ter acontecido quando ela tinha 10 anos de idade, e que gerou profunda vergonha, insegurança e mal-estar, pode acompanhar toda a trajetória de vida desta pessoa.

Isto infelizmente é mais comum do que se pensa.

Um gatilho emocional pode ser ativado no ambiente de trabalho, na vida afetiva, familiar e na vida pessoal.

Em um dado momento, algum revés traz uma mudança inesperada na vida da pessoa e ela é convidada para olhar a dor atual e a do passado.

Muitas vezes a insegurança de hoje, possui raízes fincadas em um passado mal resolvido. E a insegurança é precursora da baixa autoconfiança, tão necessária para a pessoa ter uma boa qualidade de vida, em todas as áreas da vida.

A falta de autoconfiança é especialmente nociva nas relações afetivas, onde a pessoa pode desenvolver um excesso de ciúme, obsessões emocionais, vício pelo outro, neuroses, controles e em casos ainda mais graves psicoses.

Tudo que começa pequeno e se não for visto, limpo e elaborado, tem a probabilidade de se tornar grande.

E um relacionamento que tinha um potencial positivo para dar certo, acaba porque algo dentro da pessoa, traz uma série de transtornos e autossabotagem para a relação.

São aqueles casos em que a pessoa se sente tão insegura e sem autoconfiança, que quer saber tudo o que a pessoa faz. Liga, passa mensagem, desconfia de tudo e tem muito medo de ser abandonada e/ou traída.

Você pode até conhecer alguém assim, e perceber o quanto esta pessoa sofre. Porque muitas inclusive dizem que isto é maior do que elas.

E neste caso elas acabam fazendo determinadas coisas, e que não conseguem se controlar, para evitar que isto ocorra.

Isto acontece porque um complexo ativado de forma negativa, literalmente toma a pessoa e ela acaba fazendo coisas que normalmente não faria. Não preciso nem dizer que isto causa uma péssima qualidade de vida, e em muitos casos somatizações físicas de diferentes ordens.

O fato é que não adianta tentar seguir com a vida, sem olhar as pendências internas, pois este movimento de olhar e se auto curar, garante uma melhor longevidade, paz, saúde, amor e prosperidade. Ou seja, uma vida serena e equilibrada, e uma relação afetiva mais significativa e saudável, sem aqueles altos e baixos dolorosos.

A boa notícia é que é possível trabalhar rumo à solução desta questão tão dolorosa, para quem é acometido por ela.

Se você chegou até aqui e deseja avançar comigo em outros passos, vou deixar aqui, alguns caminhos, seja para fazer um tratamento terapêutico individual, ou participar do programa intensivo que eu criei com exercícios que trabalho em consultório com as minhas clientes.

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Adriana Mantana

terça-feira, 3 de agosto de 2021

O complexo do abandono e a dor da rejeição nas relações afetivas.


 

Complexo: o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung cunhou este termo, na psicologia profunda.

Um complexo tem um caráter autômato e trata-se de algo transgeracional. Ou seja, é transmitido de geração para geração.

O que isto quer dizer na prática?

Que o complexo ou o medo do abandono, pode ter sido transmitido durante a gestação, da pessoa que tem este tipo de dor.

Isto tem uma estreita ligação com as questões de rejeição, que também é um tipo de complexo.

O complexo é necessário para a formação e manutenção da psique humana, o problema acontece quando ele está negativado, ou seja, está ativado de forma negativa e consequentemente, por falta de saber como lidar com isto, a pessoa sofre muito.

A principal área atingida é a afetiva, mas isto não quer dizer que as outras áreas da vida da pessoa não são impactadas.

O fato é que a pessoa pode sentir esta dor com relação aos amigos, trabalho e até mesmo na própria família. Em outras palavras se sente sozinha e rejeitada, a maior parte do tempo.

Nas relações afetivas isto fica ainda mais evidente, pois como se trata de uma interação de muita proximidade, há muita vulnerabilidade e a pessoa pode se sentir insegura, ansiosa e com o medo de perder de forma exacerbada, causando várias brigas e discussões por conta deste complexo ativado negativamente. Isto torna-se um ciclo vicioso, em que a pessoa sente que não consegue ter uma vida afetiva, feliz, saudável e significativa.

Isto acontece justamente porque a causa tem uma origem profunda, que muitas vezes começou há muitos e muitos anos atrás. Ou seja, um complexo familiar, que foi transmitido de geração para geração.

Para esta pessoa ter qualidade de vida, ela necessariamente precisará investigar as suas raízes familiares. Qualquer tipo de informação relacionada a família, a gestação e a primeira infância são importantes.

Em alguns casos a pessoa que tem o complexo do abandono e da rejeição, pode até pensar em desistir de ter uma vida afetiva, tamanha dor e desconforto emocional que sente, quando está vivendo uma vida a dois.

É possível ter uma vida afetiva mais leve, desde que a pessoa queira olhar de frente para os seus processos emocionais internos.

Isto nem sempre é agradável, mas é o caminho possível e seguro para a autocura verdadeira.

Com a vontade de resolver a sua vida afetiva o mais rápido possível, muitas vezes as pessoas podem buscar terapias que prometem, algo rápido e instantâneo para resolver a sua vida de casal. Mas isto infelizmente não é totalmente possível.

Digo infelizmente, pois com certeza se houvesse algo que resolvesse algo instantaneamente na vida de casal, teríamos uma sociedade mais feliz e com menos crimes passionais, como vemos nas estatísticas atuais.

Um bolo de chocolate para estar pronto para ser degustado, precisa ir ao forno pelo tempo e temperatura para ser adequadamente assado. Se isto não é feito, ele pode estar inadequado ao consumo, podendo inclusive causar dores de barriga por ser indigesto.  

O mesmo acontece com a vida emocional, é preciso ter paciência consigo na jornada do autoconhecimento e autocura, para ter mais segurança e estabilidade no processo.

Porque muitas vezes a pessoa pode ter falsa ideia que resolveu a questão, mas o tempo passa, e ela se vê vivendo uma situação muito semelhante, justamente porque não aprofundou até a raiz do problema.

A boa notícia é que ao retirar a potência deste complexo ativado negativamente, a pessoa conseguirá ter a tão sonhada qualidade de vida a dois.

É preciso ir além da superfície, investigar os sonhos, pois eles mostram o que o Self da pessoa quer dizer, além de ser uma mensagem profunda do inconsciente.

O sonho possui uma linguagem simbólica, por isto muitas pessoas têm dificuldade em sua compreensão. Na psicologia profunda fundada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, existe este tipo de percepção com relação a linguagem simbólica.

Todos os seres humanos são únicos, por isto é preciso navegar em sua história familiar e suas águas profundas, seja através dos sonhos, sincronicidade, mandalas ou outras técnicas, com aprofundamento. Afinal viver com leveza na vida a dois é possível, mas antes os complexos precisam ser reconhecidos, limpos, elaborados e integrados.

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Cuide-se com amor!

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Adriana Mantana

quarta-feira, 28 de julho de 2021

O Impacto do Complexo de inferioridade nas relações afetivas.

 


 

Você já parou para se perguntar de onde vem o sentimento de inferioridade?

Qual a sua origem?

Como isto começou?

Será que começou com alguma questão mal resolvida atual, ou a sua origem é mais antiga?

Se estas perguntas fizeram algum sentido para você, leia este artigo até o final. Minha intenção é contribuir com você de alguma forma.

Um aperto no coração e uma sensação profunda de desvalor. Como se as outras pessoas fossem melhores, mais inteligentes e independentes. 

Uma angústia constante de não ser boa ou bom o bastante, insegurança, ciúmes, medo de perder o parceiro ou a parceira para outra pessoa, medo de ser traída (o) ou rejeitada (o).

Se você já teve estas sensações, com certeza sabe que isto é muito desconfortável. Algo que literalmente qualquer ser humano, deseja resolver o mais rápido possível. Afinal, quem conscientemente deseja sofrer uma angústia desta por anos a fio? Ninguém, não é mesmo. Salvo raríssimas exceções, quando estamos falando de pessoas debilitadas com a sua saúde mental.

O fato é que isto pode ser muito antigo. Estou me referindo ao seu histórico familiar. Os bloqueios de sua família, os traumas, dores e desafios.

Em muitas ocasiões percebo nos meus atendimentos, que o sentimento de inferioridade, veio na imensa maioria das vezes, dos pais da pessoa que está no meu consultório.

O papel da mãe no desenvolvimento da psique infantil é nevrálgico, afinal quando se está no ventre, e até por volta dos 3 anos de idade o ego não está formado. A verdade é que ele está em formação.

Então tudo o que a mãe vivenciou durante a gestação e a primeira infância da criança, são fundamentais para a formação de sua personalidade e relações do futuro.

Na psicologia analítica, falamos dos complexos. Que são de acordo com o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, complexos autômatos. Em outras palavras, dotados de vida própria, na psique humana. Muitas vezes a pessoa pensa que tem os complexos, mas a verdade é que os complexos que possuem as pessoas (fala de Jung).

Os complexos são transgeracionais, transmitidos de geração para geração. Ou seja, se a sua mãe tem um complexo de inferioridade por exemplo, este sentimento ou complexo que você tem hoje, tem uma grande probabilidade de ter sido herdado.

Por isto costumo dizer que para trabalhar na solução é preciso navegar nas águas profundas do inconsciente, quando o sintoma emerge. E o sintoma pode surgir no físico, emocional, afetivo, profissional ou financeiro.

O trabalho do terapeuta Junguiano é aprofundar a questão, através dos sonhos, mandalas e outros recursos terapêuticos, para retirar a potência deste complexo familiar, para a pessoa ter uma vida significativa e saudável.

Uma pessoa pode passar uma vida se sentindo inferior, sem saber como lidar com isto. Aceita relações tóxicas, trabalhos ruins e amizades nocivas, justamente porque infelizmente não sabe como lidar com o complexo de inferioridade que está ativo de forma negativa dentro dela.

Muitas pessoas têm dificuldade em se expor, falar em público pois este complexo pulsa dentro dela.

Pessoas excessivamente tímidas, podem ter dentro delas este complexo atuante. Isto limita o brilho da pessoa, que deseja ser feliz e prosperar, mas se sente amarrada ou estagnada na vida.

Quando uma pessoa tem o complexo de inferioridade ela dificilmente tem uma boa qualidade de vida. Não existe a necessidade de culpar a família, ou os pais pelas mazelas emocionais, pois isto não ajuda. Mas também compreendo que existem casos dolorosos, na infância causado por eles, por isto tratar a questão com a ajuda de um profissional é fundamental.

O complexo de inferioridade nos relacionamentos afetivos, adquire uma carga ainda mais pesada. Pois a pessoa sente dificuldades constantes com a insegurança, ansiedade, ciúmes e medo de perder o parceiro, ou parceira para outra pessoa.

Isto se transforma em um verdadeiro filme de terror, onde a pessoa vive em um pesadelo constante. Sem um entendimento profundo, as brigas são constantes, pois o complexo de inferioridade ativo de forma negativa, ataca ferozmente quando é acionado por outra pessoa.

A tentativa de controlar o outro se torna uma obsessão. E isto faz a relação se desgastar lentamente, em alguns casos acontece o rompimento do relacionamento, pois a relação se torna insustentável.

Se uma pessoa possui o complexo de inferioridade ela precisa de ajuda, pois em muito situações não consegue resolver isto sozinha.

A boa notícia é que existe solução, desde que se vá até a origem do problema, nas bases familiares, pois como eu citei acima, o histórico familiar precisa ser visto, pois nele estão os complexos da família.

Gostaria três que são bem recorrentes em meu consultório:

  • Complexo de inferioridade
  • Complexo do desvalor
  • Complexo de pobreza

 

Quando a potência do complexo é retirada, o sintoma desaparece.

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Adriana Mantana

 

terça-feira, 6 de julho de 2021

Marionete na vida a dois.


Marionete é um boneco que é movimentado de acordo com o condutor, ou marionetista, que se esconde para manipular o boneco no palco. Para facilitar o entendimento deste artigo, utilizarei o termo condutor.

Quando uma pessoa é manipulada emocionalmente por um parceiro ou parceira, ela perde a noção de si mesma, de sua identidade, prazeres e necessidades. Se torna refém do outro. Isto é uma característica dos relacionamentos de co dependência.

Este relacionamento pode se tornar tóxico, onde a pessoa perde energia vital e começa a definhar em vida.

Chegar neste ponto, não acontece do dia para a noite, mais sim lentamente e de forma sutil.

Existe uma ilusão nociva em nossa sociedade, que estimula os parceiros a autoanulação, para viver a vida do outro. Ou seja, a pessoa renuncia a “pequenas” coisas; por exemplo: Antes de se relacionar ela gostava de ir até a academia, ou gostava de sair com as amigas. E depois que o relacionamento começou, isto foi eliminado de sua rotina.

À primeira vista, isto pode parecer algo “inocente”, afinal de contas, quando “se ama”, é preciso renunciar algumas coisas para “cultivar este amor”.

Se a pessoa tem uma autoestima baixa, e não se sentiu amada e querida na infância, ela pode migrar toda a carência que sentiu quando era uma criança, para o parceiro ou parceira. Em outras palavras, ela coloca o outro em primeiro lugar e ela fica em último.

O centro de sua vida torna-se a vida do (a) parceiro (a). Se ele (a) está triste, chateado ou com raiva, isto passa a ser a emoção, da pessoa. Ela começa a perder a noção do que é a vida dela e a do outro. Tudo fica misturado e muito confuso.

Em suma, ela perde a identidade lentamente.

Existem situações extremas que atendo em consultório, em que a pessoa perde completamente a alegria de viver. E chega ao ponto de não saber o que gosta, ou o que deseja. O sentido da vida fica completamente abalado.

O condutor e manipulador percebendo isto, infelizmente usa e abusa, tratando a pessoa como uma verdadeira marionete, que faz o que ele deseja. Com isto a pessoa conduzida, se torna um farrapo humano, perde a dignidade, saúde emocional, física e mental.

Pode inclusive ter sérios problemas na vida profissional e financeira.

Se afasta da família, pois o centro de sua vida passa a ser o outro, que se torna o monarca (rei) de sua vida.

Para evitar chegar ao ponto extremo, sugiro que você, procure ajuda para lidar com os traumas, bloqueios e dores emocionais vividas na infância. Pois este é o remédio para evitar transtornos relacionais de todo tipo de ordem. Se você está vivendo uma relação assim atualmente, o mesmo se aplica, busque ajuda.

Se uma pessoa está com um machucado aberto e sangrando, não deve entrar em uma praia cheia de tubarões. A não ser que queira ter uma morte trágica.

Existe uma ferida invisível de cunho emocional, que precisa ser tratada, para que a pessoa tenha qualidade de vida, e saiba sair de relações tóxicas. Isto evita que viva este tipo de situação dolorosa, por muito mais tempo.

A chaga está armazenada dentro do coração do ser, que não se sentiu amado, querido e nem cuidado na infância. Isto se torna um verdadeiro pesadelo, pois a pessoa com este tipo de machucado interno, busca freneticamente no outro, uma solução para a sua dor interna, por sua carência de afeto, cuidado e atenção. Ou seja, é como se bebesse constantemente, uma água salobra, para matar a sua sede, mas no fim esta mesma água, pode matar, por desidratação e perda de água.

Tudo isto gira em torno da falta de amor-próprio. Infelizmente isto não é ensinado na infância.

Para resolver e sair de situações de autoanulação é necessário:

  • Olhar para a infância
  • Curar a criança ferida
  • Reconhecer e elaborar os traumas e bloqueios emocionais
  • Se dar amar
  • Reconhecer os próprios limites
  • Praticar o autovalor
  • Remover as crenças de falta de merecimento
  • Remover as dores emocionais relacionadas a culpa e vergonha
  • Buscar ajuda externa, para trabalhar todos os itens acima com você

Ao entrar na raiz da dor, a pessoa consegue se reerguer e se reconstruir emocionalmente. Torna-se mais forte, autêntica e resgata a sua identidade própria.

Os relacionamentos tendem a sofrer uma alteração profunda, quando uma pessoa se resolve internamente e sai da postura de marionete. Em outras palavras ela desenvolve o amor-próprio e aprende a se colocar em primeiro lugar. Consequentemente isto tem um impacto profundo e duradoura em sua área afetiva.

Vou deixar alguns possíveis passos para você, caso queira agendar uma sessão de terapia comigo, ou participar de um de meus programas terapêuticos.

Mas antes disso gravei uma meditação para Melhorar a vida Afetiva, no meu canal do YouTube, para ouvir CLIQUE AQUI

Criei um programa intensivo de 40 dias, que se chama o desafio de se amar, nele ensino os exercícios terapêuticos que pratico em meu consultório. Para adquirir CLIQUE AQUI 

 

Agora se deseja agendar uma sessão de terapia comigo CLIQUE AQUI 

 

Cuide-se com amor!

 

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Grande abraço!

 

Adriana Mantana

A Ferida da Desvalorização: Como Superar Padrões Destrutivos em Relacionamentos Afetivos?

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